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Revolução tecnológica na saúde escolar do DF

Foto do escritor: IDECACE
IDECACE
4 de jun.
2 min de leitura

Atualizado: 4 de set.

Foto: Acervo IDECACE
Foto: Acervo IDECACE

A incorporação de tecnologias de ponta nas escolas públicas do Distrito Federal está mudando o patamar da medicina preventiva voltada a crianças e adolescentes. O Programa Saúde na Escola (PSE) – DNA do Brasil está levando à rede pública de Ceilândia um modelo de atenção à saúde bucal apoiado em tecnologia. Executado pelo Instituto para o Desenvolvimento da Criança e do Adolescente pela Cultura e Esporte (IDECACE) em parceria com a Secretaria de Justiça e Cidadania do DF (SEJUS-DF), o projeto prevê a realização de 1.500 diagnósticos clínicos integrados em estudantes de 5 a 18 anos até o final de 2026.

No centro do processo está o escaneamento intraoral, feito com scanner portátil de luz estruturada. A iniciativa substitui os métodos tradicionais de triagem por ferramentas de escaneamento intraoral portátil integradas à inteligência artificial. Em cerca de dois minutos por estudante, e de forma não invasiva, o equipamento captura imagens tridimensionais da cavidade bucal e gera laudos digitais com apoio de IA, permitindo a identificação precoce de cáries, alterações gengivais, problemas de oclusão e outras condições. A avaliação odontológica é combinada a uma triagem clínica de enfermagem — o escaneamento não substitui, mas amplia o alcance da triagem tradicional.

Todo o fluxo é integrado ao Sistema DNA do Brasil, uma plataforma de business intelligence (BI) que consolida os dados e os apresenta em painéis de indicadores de saúde. Cada estudante recebe uma carteirinha individual, em PVC, com QR Code que vincula o atendimento ao seu perfil no sistema, garantindo rastreabilidade e acompanhamento ao longo do tempo.

Cada estudante avaliado recebe ainda uma carteirinha digital equipada com QR Code para facilitar o acesso ao seu histórico. Os dados também alimentam uma base de pesquisa científica, analisada por um comitê de especialistas, com o objetivo de gerar evidências para o aprimoramento de políticas públicas de saúde voltadas à infância e à juventude no Distrito Federal.

A participação é feita pela escola, não por inscrição individual. Os participantes são selecionados a partir dos alunos matriculados na rede pública das escolas parceiras de Ceilândia, mapeados em conjunto pelo projeto e pelas unidades de ensino. A triagem, é realizada na própria escola, em espaço adequado e sem interromper a rotina das aulas, além do polo fixo na Praça dos Direitos em Movimento, na QNN 13. Para que o estudante seja avaliado, basta que a família assine a autorização de participação, com o termo de consentimento colhido junto aos responsáveis pela equipe do programa.

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